Tag um confessionario

Quando as ilusões ordenam nossa morte…

Fotos incendiadas no hall de entrada. Cinzas de uma lembrança que parecem resistir em desaparecer, como direções impostas por mapas aquém…

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De rainha ela era poetisa…

Ela sempre chegava cabisbaixa e procurava uma mesa escondida de todo mundo. Sempre rente ao banheiro feminino, mesmo ela sendo uma das poucas meninas dali…

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É uma definição de caos com paz…

São as fotos incendiadas no hall de entrada que ditam o cruel devaneio que foi o passeio no fim do dia…

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E finalmente os 42…

Chega a hora das badaladas que marcam a volta ao sol. É chegado o momento de comemorar os 42 anos…

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Quando os portões nunca se fecham…

São lembranças espedaçadas que giram em torno de conversas, risadas, escapadas e um pouco do álcool alegre. De combustível para tirar a timidez, até a dose exagerada que nos fez esquecer…

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Como consigo inspiração no cotidiano…

Meus textos mudam de tempos em tempos – seja pelo estilo ou até pelo cenário. É como um ciclo, mas nunca uma repetição…

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Não apenas de uma parte se faz uma música…

A distorção que uniu os corpos separou os desejos e a racionalidade. O refrão chegou forte e encantou, mas os lábios permaneciam separados…

Eu queria o seu grito mais profundo e sincero, mas não posso me responsabilizar pelo resultado de toda a confusão criada. Talvez a gente pule junto, você puxe meu cabelo e eu segure sua cintura com força, em um beijo que será de virada de página. Seria um convite, mas o desejo é recíproco? Os lábios continuam separados…

Eu começo a enlouquecer e sou obrigado a seguir o ritmo da multidão, para que ela me leve mais perto. Tento engrandecer o momento, fazê-lo soar mais real. Caio e levanto, me esmago por entre os acordes, mas ainda não é o suficiente. Tento sorrir, mas os lábios continuam separados…

Então você me encontra no meio, me segura e sorri para mim. O mundo gira de novo e você me lembra do caos existente: as cartas não enviadas, as fotografias espalhadas, as malas prontas, as garrafas quebradas, o desânimo e a realidade…

Você me beija e sussurra ao mesmo tempo: O fim é sempre o fim.

O poder de uma noite estrelada…

Era uma estranha madrugada estrelada. Os pontos brilhantes no céu iluminavam mais do que se podia notar naquela cidade…

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Me informe o caminho a narrar…

Existem os tipos a serem cumpridos, os que rezam para ser traçados e os que clamam por notoriedade…

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