Só de lembrar, o nervosismo retorna à minha face e eu mal consigo acreditar que o filme todo já terminou sem os créditos necessários…
As vezes ainda me forço para voltar pelo mesmo caminho que fazia quando ia te levar na sua casa…
Ela dobrava e redobrava o papel da mesma forma há tempo demais. A folha estava toda machucada e marcada demais…
Já desisti de lutas que me garantiriam histórias fantásticas e glórias quase eternas. Já me despedi sem querer e também deixei respostas engasgadas que consumiram minha energia…
E quando a palavra sofre para achar uma tradução? Quando tudo parece pouco ou muito e se perde a razão?
Esse ano estendo toda minha mão para contar os anos que você se foi. Não é mais falta, é a certeza de que algo em mim nunca voltará a ser o mesmo…
Eu queria ter escrito tudo antes, mas não encontrava as palavras certas e desprovidas de emoção…