Não são apenas louros. Não são apenas vitórias e conquistas. Existem muitas desilusões e também planos despedaçados…

Foram três anos convivendo com uma constante vontade de gritar o que nunca apareceu. Uma vontade de desistir, porque não consegui enxergar novos horizontes de um mesmo patamar. A vida se mostrou mais real e cruel do que eu estava acostumado. Falsas amizades, falsos momentos, falsas promessas, falsos motivos e falsos caminhos. Em três anos, eu revivi monstros que há tempos havia exorcizado de meu caminho.

Três anos que aprendi a conviver com uma angústia constante e com uma insônia que semanalmente passa para ficar e colocar mais questões e possibilidades surreais na mesa. Ela nunca foi convidada, mas já conhece bem o local por aqui e pago caro por essa amizade…

Três anos que nem sei explicar onde ou como começou. Sei que foi logo no início, de uma forma bizarra até, e foi piorando… Sempre me testando, me provando e me mostrando que a vida é sempre cruel. Que o peso disso tudo, um dia pode ser demais e a estrada terminar de uma maneira errada.

Três anos que me provo. Seja com gelo na perna, seja nas conversas diárias, seja nas inúmeras páginas escritas ou até mesmo com as lágrimas que sequei em tantos pontos que já nem sei enumerar… Já perdi as contas das vezes que vi a passagem de volta. Das mais de uma dezena de vezes que eu abri a mala e falei “Chega! Deu para mim…” e algumas poucas que eu realmente fiz as malas e quase parti. E se isso é ruim? Lógico que sim, mas aí eu lembro de tudo que passei para chegar aqui. Lembro de tudo que eu abri mão. Repenso em tudo. Peso novamente e lembro de todos os planos que ainda me faltam cumprir…