Você se foi como chegou. Do nada, sem avisar, intensa e sem razão. Uma conversa mal acabada fez você desligar o telefone e sumir de novo…
É uma tarefa árdua entender suas razões. Nunca consegui pontuar suas perspectivas e me perdia no cansaço dos seus enigmas. Nunca fui completo ao seu lado, porque sempre me arrependia de um movimento qualquer que pudesse eclodir mais alguma tensão entre nós. O tempo fez o trabalho de sepultar toda e qualquer esperança de um contato e eu aprendi a viver sem saber de você.
Não era triste por isso, apenas uma falta não sentida que me fazia uma pessoa mais completa e leve, mais focado em outras coisas do que problemas com as cores escolhidas pelo caminho. Foi isso que te falei na sua última vez. Se for nociva a aparente amizade, volte um passo atrás e continue com a vida como era antes: leve, tranquila e sem uma pessoa pesando nas suas caminhadas.
Acaba que eu nunca senti sua falta, porque aprendi a viver sem você. Aprendi a pensar nos meus dias no presente e não revivendo o passado e suas turbulências. Não é algo bom ou ruim, é apenas a verdade. E é isso que você não conseguiu compreender e acabou transferindo uma culpa que nunca deveria existir… Mas fique bem, um dia você entende.
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