Eu reabri uma caixa de pandora que eu não imaginava ser tão intensa…
É um sentimento de nostalgia diferente. Não por saudade ou de querer voltar e reviver toda aquela enxurrada de pessoas, de contatos frenéticos e trocas de e-mail e confissões à céu aberto. Não. Me deu saudade da leveza que tudo era tratado. Da forma fácil que aquele, até então, jovem gafanhoto enxergava o mundo e como as amizades funcionavam. Deu saudade de como era simples a concepção de novos sonhos e de como tudo era volátil e trocado com uma velocidade de ler o “Adeus” no e-mail de cima e o “Estou voltando” no e-mail abaixo.
Deu para perceber como os amigos eram mais próximos e de como todas as questões amorosas e de “discussões infinitas” se resolviam em trocas de e-mail que mais pareciam bíblias mal estruturadas, mas com uma lógica de dar inveja.
Tentei relembrar algumas daquelas discussões e saber qual foi o princípio e o fim que elas tiveram. Em vão. Nenhum resquício na memória. Depois tentei reencontrar as pessoas envolvidas. Sorri ao me deparar com uma grande maioria com filhos, casadas e, aparentemente, com uma vida construída e fiquei feliz ao ver que tudo continua.
Em vários daqueles e-mails, me deparei com uma coisa em comum – e creio que era o tom da época. As promessas de “para sempre”. A ironia foi que mal lembrei delas e nem ideia de quando foi a última vez que compartilhamos um último momento. Parte triste também, pois o famoso cliché “um dia nos encontramos pela última vez, sem saber que aquela seria a última vez”, é mais real do que imaginava.
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