Ainda lembro da última noite na praça do início, onde você me fez prometer um abraço no retorno. Logo eu que gosto tanto de promessas…

É triste ver o nada que restou daquela noite. Nada especial e nada tangível. Éramos desconhecidos que desenharam um caminho juntos, mas tão fraco que o tempo fez perceber a fraca durabilidade da nossa relação. É triste, sim, encarar essa realidade fria de hoje. É triste, sim, ver que eu guardei os votos feitos na última noite como se fosse um pacto de sangue importante. É triste, sim, que ensaiei e sonhei com um reencontro e queria ouvir a sua voz falando “Eu falei, cara! Eu sabia que ia dar certo” enquanto os minutos passariam em um abraço que me diria que tudo foi sincero. Mas não…

E eu percebi, com certa tristeza, que não te procurei na multidão de um dia de sol na cidade que sempre choveu para mim. E eu percebi que se te encontrei, não te reconheci. Triste nova realidade do que achei que havia sido construído. E percebi, com total tristeza, que o som da sua voz que antes era um porto seguro, se perdeu em um mar qualquer. E mesmo que escutasse novamente, eu não reconheceria…