Caminhar pelas ruas de tantas histórias e lembranças não ajuda, pois são como uma máquina do tempo que me leva para anos atrás.
Eu te ouvi falar que não se sentia bem, mas que ia melhorar quando o sol saísse para dançar contigo…
Ouvi negações antes das afirmações que trazia comigo, mas deixei passar porque as buzinas de protestos pediram passagem antes de qualquer objeção…
Os toques foram frios no corredor de lamentações. Embriaguez, lamúrias e aflições tingiam o povoado local de um tom rubro, acre e indefinido…
O som da cidade já faz parte da minha rotina. Consigo compreender o horário apenas pela quantidade de ruído que entra pela janela.
A tarde estava ensolarada como há tempos não acontecia. O sol foi testemunha do seu pequeno sorriso…
Gostaria de apertar a mão do meu velho amigo e dizer que a busca pelo azul promissor deu certo e que todos os percalços mostrados foram apenas um pouco do degrau que construí até aqui…
As conversas se soltam pela mesma abertura de antes, mas marcham em um ritmo tão frenético que não ganham cadência e se perdem depois das primeiras falas…
Há algumas semanas fui passar o final de semana para visitar um amigo cujos filhos faziam aniversário…