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Prólogo

E de repente aquela mesma voz de antes me acordou no meio da noite. Era um antigo amigo visitando, mas sem saber onde colocar as mãos ou como se portar com os pés. Era um antigo amigo desconfortável e eu sabia exatamente o porquê dessa estranheza…

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E pode me encontrar no eco do silêncio…

Estarei ali, em algum lugar perdido entre a espada, as palavras não ditas e a parede de lamentações…

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Quando o meio influi no destino…

A mescla de cheiros era algo que o enjoava mais frequentemente do que gostaria. Bastava dobrar a esquina e o cheiro de cloro o atingia como uma promessa falsa…

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Sem metáfora que toque o coração…

Passamos a vida buscando a melodia certa, e não temos o que dizer ou responder…

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E sem mais ou menos, o esperado…

Quando já nada vale a pena, a regra diz que seguir o jogo e apagar os movimentos é o resultado mais infalível…

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Da dura realidade despedaçada…

O candelabro se estilhaça em mil partes. Como meu corpo despedaçado, cada fragmento jamais se unirá novamente, e tudo se perdeu naquele breve instante…

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Eu estou aqui para dançar…

Se te falasse depois de anos que tudo foi a fantasia postada?

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Quando as ilusões ordenam nossa morte…

Fotos incendiadas no hall de entrada. Cinzas de uma lembrança que parecem resistir em desaparecer, como direções impostas por mapas aquém…

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De rainha ela era poetisa…

Ela sempre chegava cabisbaixa e procurava uma mesa escondida de todo mundo. Sempre rente ao banheiro feminino, mesmo ela sendo uma das poucas meninas dali…

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