Era como se uma parte de si desejasse aquela liberdade e a outra ansiava por um novo caminho…

Ela sorria ao ver o seu corpo bronzeado. O suor parando bem onde a marca do biquíni mostrava a sua cor original e a atual. Era como se fossem dois mundos distintos e que nunca havia existido. Ela ansiava por momentos assim – de loucuras saudáveis e novidades indecifráveis. O coração pulsava mais leve, era verdade, mesmo com as poucas horas de sono durante a noite. Um mix leve, mas que por agora fazia seus batimentos passarem sem a angústia de antes.

Algumas lembranças saltavam à mente – traziam uma angústia seca como o sol que a bronzeava, mas que ela dissipava com mergulhos no mar morno da sua nova vida. Sim, ela agora nadava quando sentia uma ponta de tristeza. “Há quanto tempo você não mergulha no mar como se fosse a primeira vez?” – Ela cantava toda vez que sentia o frio do mar brindar seu corpo quente e ela tomar coragem para seu mergulho.

Ela não lembrava quando havia mergulhado a primeira vez, mas ela sempre nadava para longe se afastando da angústia. Com o corpo salgado e a mente leve, ela voltava e sorria – afinal o corpo bronzeado era seu maior tesouro e ninguém ia tirar isso dela.

Nem o inverno que ia chegar…