Um vento me puxa para o lado escuro e precisa de angústia para descrição. Há outro vento quente, ameno e reconfortante…

Um suspira o cansaço da jornada, carregado em lembranças e apologias perversas de anteontem na vida passada. E outro é como a brisa do mar, que ao fechar os olhos as ideias se refrescam e tudo ganha a leveza correta no momento.

Poetizo o lugar calmo, as vozes de alegria e o ar completamente suspenso na leveza de um paraíso. Descrevo com orgulho a solidão, a escuridão e toda a angústia que se faz tão presente em dias e meses comigo… Sinto os cacos jogados na trilha, rostos alegres manchados de passado e os risos de prazer de algo tão antigo que não se faz mais presente.

De um enxergo o sol e toda a paz que buscamos em vida. De um enxergo os vales percorridos e melodias introspectivas que dizem tanto sobre mim… A brisa reconforta em paz os momentos passados e tudo o que foi vivido. Espalho assim todos os momentos de risos que confortaram meu coração, quando trilhei este caminho em romantismo concreto.

Personifiquei a felicidade e hoje completo minha totalidade, nessa solidão tão única que já carrega meu nome. Estou com ela – Nossas mãos uniram-se em infinito com o Sol dourando nossa vida… Sem um fim, me despeço sabendo que fracassei hoje e sempre…