Distanciados pela relva seca do inverno no continente. Desembrulhado sem jeito por uma corrente de ar nova…

Ela sorriu ao mesmo tempo que a harpa se calou em retirada. A garrafa de vinho esparramou os primeiros néctares pelo salão dourado e o açúcar faltante colou nos pés presentes. A melodia percorria sem um caminho definido, flutuando junto a um bloco de cimento sem feição ou uma roda de amigos recheadas de risadas. Um anúncio solto na parede oposta informava da harmonia gerada pelo caos, enquanto alguns velhos resmungavam que aquilo era uma malandragem dos tempos dourados…

No fim, a luz se cansou e fez terminar a desordem sepulcral. As folhas voaram sem querer registrar os motivos e até o poeta que sorria antes com a gana de criar seu soneto, foi dormir sem uma alegria final. Na praia da frente, ainda era possível ler algumas verdades que as ondas ainda não haviam desfrutado: “Do mar repleto de vida, sobrou o vazio do mundo.”