O vento forte destrói a rosa frágil do jardim interno. É a última possibilidade de uma primavera completa naquele entorno…

O último suspiro da natureza romântica foi destruído. Criou-se um fim sem ter um plano de como conviver com esse vazio e essa falta de possibilidades que a morte carrega. É um enredo conhecido, mas nunca experimentado ou vivido por aqueles que vislumbram a cena derradeira. Viveram com o frio cortante de um inverno que trouxe mais introspecção do que paisagens bucólicas. Sobreviveram antes ao outono que despiu completamente todos os planos e nublou rapidamente as lembranças do verão fraco, mas que tentou colorir um jogo perdido.

Sonharam com esse novo ciclo, regaram as maiores expectativas e apostaram suas vidas na primavera que floresce e cria vidas. Quando o vento bateu, não destruiu apenas a última rosa da vida, mas ceifou a vida de todos aqueles ao redor – O mundo virou um cemitério devastado e sem que os significados fizessem sentido, pois nada mais valeria a pena…