É uma volta sem razão. Um pedido de perdão. Uma folha solta a mais e a conclusiva contestação…
É na solidão que as marcas aparecem. Que machucam sem golpear e ardem sem lembrar. É na solidão que se ganha uma luz verdadeira e cruel sobre todos os pontos falsos. É ali na solidão, que os sonhos se esvaziam como bexigas abertas de festa sem sentido. É ali na solidão que as aflições tomam conta do espetáculo real…
É na cruel realidade, exterminadora de toda falsidade e ilusão, que os reais rabiscos ressurgem. É através daquele triste caminho rasurado, que as lacunas ganham mais corpo e espaço. É ali, no triste canto frio, que a umidade vence a batalha e dissolve toda e qualquer possibilidade de vida…
E desse mundo triste, doloroso, machucado e incompleto que nasce a esperança. Nasce ligeira e indefesa, pronta para receber o adubo necessário de atenção. Nasce querendo espaço, limpando um espaço morto e esquecido… Ela cresce pronta para ser notada e transformar o acre odor do ambiente em ambição. Pronta para trazer a paz, depois de exterminar toda e qualquer ilusão…
Conte-me algo aqui...