Ele apenas queria uma companhia para aproveitar o fim de tarde. Ele apenas queria alguém ao seu lado para relaxar…

Ele não queria o amor eterno e nunca prometeu o “para sempre” que tantos falavam, mas não conseguiam explicar. Ele nunca pediu mais do que pudesse entregar. Ele nunca prometeu que estaria ali no ano seguinte, no próximo aniversário ou até mesmo no “aniversário de se conhecerem”. Quando perguntavam isso, ele apenas sorria e repetia o mantra de que o presente era o importante e não os planos nebulosos de um futuro inexistente.

Esse era ele: O presente. O aqui e o agora. O já e nunca o depois, muito menos o talvez…

Sempre que ouvia as mesmas reclamações de ausência, se ia. Mudava. Buscava um novo horizonte, um novo começo, uma nova solidão para se reencontrar. Preferia a solidão fria do que mentir e enganar alguém mais. Já havia sofrido muito por conta disso e não repetiria o mesmo caminho de antes…

E ali estava ele. Mais um fim de tarde sozinho. Mais uma bebida na cabeça. Mais uma poesia na mão e mais um pedido lançado ao destino em vão…