Os olhos cintilaram mais uma vez para acomodar a solidão fria. A boca, seca pela angústia, buscava o ardor refrescante nos pingos de saliva que ainda eram produzidos…
A tristeza era implacável nas pontadas de dor que sentia a cada novo minuto. E tudo começou a deslocar para um mundo novo e triste. Novas coisas ganharam significados sem sentimentos e as antigas foram, gradativamente, perdendo o seu valor em meio a essa revolução silenciosa. Um novo voo, um novo começar. Essa era a ideia inicial, mas sua mente viajava e trazia o sabor lindo e convidativo do novo desconhecido que estava logo no próximo capítulo.
Demorou até dizer sim. Como um casamento, a união era até que a morte os separasse…
Visto o vale repleto de tristeza e arrependimento que o esperava na realidade do presente, só teve a alternativa de lembrar, de sonhar novamente com os velhos momentos, das antigas angústias e das conhecidas tristezas. Escreveu, gritou, chorou e cantou. Esse sempre foi o seu cenário, esse sempre foi seu sentimento com o todo. O seu fim, não foi gravado e muito menos escrito. Foi simples e sentido. Foi perdido e assistido pela mesma solidão que ele havia casado anos atrás…
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