É um caos desornado à beira mar. Como um mar de impossibilidades, fagulhas e centeias que podem criar a destruição jamais sonhada…

Rasura de idiomas, anedotas perdidas em uma folha patriarcal e um ritual de instruções ignoradas e nunca seguidas. Um candelabro rachado, o conjunto das marcas da festa anterior e um bulbo cheio que vaza o alimento já vencido e perdido há muito tempo. São as acumulações das decisões erradas entre dias incertos, longas ressacas e perda de memória. É exatamente o ponto errado conhecido, que tentamos sempre consertar, mesmo não tendo a menor ideia de sucesso…

É o perigo. É a realidade que te faz cega. É a parte mais arriscada. É a razão da insônia, da aflição e da falta de ar que cresce no peito. É uma alegria falsa. Um estado letárgico. Uma necessidade de loucura que te faz experimentar uma quase morte. Uma derrota anunciada desde o primeiro momento. Uma piada não construída e que, ao invés de fazer bem e sorrir, te leva ao fim rápido demais…