Ficou paralisado ao desejar um final feliz para o estranho passageiro do lado. Quis meditar sobre as possíveis razões das estradas de vida…
Gritou e fez chorar todos os que assistiam aquele espetáculo mudo-preto-branco-dinâmico demais para se compreender sem um roteiro. Foi com toda a intensidade até o fim esperado e sacramentou o encontro da raiz real. A poesia ritmizada trilhou os caminhos obscuros com a beleza inevitável. E assim terminou a vida do lindo casal de desconhecidos, que se conheceram pela hipnose moderna e enfeitiçados por uma promessa vazia e barata de felicidade. Sem aparência e ciência ou sem um beijo com o atrito de corpos sedentos do prazer carnal.
O telefone tocou e ninguém quis atender, pois já tinham se cansado do engano inventado do destino sortido. A carta chegou, salvou o envelope e queimou o conteúdo sem ler. Salvou o envelope porque ali estava o endereço do remetente. Pensou, sem muito alarde, que em algum dia de insônia cruel, bateria na porta do andar escolhido, e ali encontraria a companhia tenra, que completaria suas cartas, mesmo sem saber que tudo ali sofria de duplo sentido…
Conte-me algo aqui...