É uma sensação de fragilidade com um misto de fuga abstrata de uma mentira que há tempos não gera nenhuma novidade…

Uma benção enrolada em um véu puro imaculado. Uma conjunção escrita que conecta polos distintos. Uma palavra embaralhada de uma frase mal dita. Uma expressão chula de rua, dita em uma ópera culta. É um nevoeiro de medo. É um mapa sem rota. É um pedido de ajuda, mas com o telefone ocupado.

A lista desses itens ganha a imensidão do bosque noturno. Um encontro inesperado de ventos diferentes, dividindo assim as sensações vividas. Um clique exato que prova o crime perfeito. A foto borrada pela água que deveria alentar a sede.

Os lados combatem por uma atenção transitória. Todos sabem que os erros florescem no cansaço. Os olhos tentam forçar uma imagem mais bela dessa cena, mas o corpo se cansou das mentiras criadas. Apenas ficou por ali, vendo os cacos embaçados tomarem a cena, a rua, o bosque e o caderno de emoções coloridas…