Relembrando bênçãos perdidas em uma desilusão passada. Realimentando a alma com os resquícios de algo que era a última rotina feliz…
Nas sombras o alívio do calor e o temor da solidão. No tênue limite do sono, a dor de lembrar da derrota quando se lutou tanto por vencer. Que existisse aquele momento mágico, triunfal, certo de que tudo se fez valer a pena e se banhar sem hora marcada com a mais pura alegria. Sempre com o desejo de ter aquele momento impossível de se capturar em palavras ou imagens congeladas de câmeras potentes.
Enquanto nada disso se concretiza ou retoma na estrada da vida, o viajante vai se livrando dos pesos desnecessários. Despindo-se de todo o acre das derrotas e sonhos quebrados. Banhando-se da esperança, sem saber se vai ou não ser em vã. Sonhando com um brinde do acaso que sempre aparece nas entrelinhas das horas vagas. E desejando morrer para esse personagem criado e curar toda a negatividade ganha sem nunca a ter desejado…
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