Era um emaranhando de arte indefinidas por estilos conhecidos. Era um caminho completo, mas sem um mapa detalhado…
Uma junção de teias desorganizadas e coloridas sem um contexto definido. Era uma preparação para algo apoteótico e claramente influenciável por as tendências inexistentes. Era um enredo orquestrado e sem melodia audível. Eram as cores mais esquecidas e sem memórias dos ancestrais…
A poeira ganhou o espaço pouco a pouco, ofuscando a novidade relâmpago e fazendo crer que o cristal era parte de uma rotina pré-estabelecida ou mesmo inventada e seguida. O brilho se foi depois da tormenta, pois nada o protegeu do relento implacável e escorreu junto com a dedicatória sem assinatura pelo ralo da esquina…
Quem reparou nele por último foi o cachorro de dono esquisito, que achou graça na forma que seu reflexo explodia por entre seus muitos fragmentos. Mas ninguém reparou, até porque os cachorros não falam a mesma língua que os demais que ali estavam…
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