E era ali uma linda manhã de inverno. Fria e clara, mas nebulosa em alguns pontos…
Uma doce brisa saudava a face ainda amassada do sono. As mãos escondiam-se como podiam nos bolsos do casaco volumoso. Os passos rápidos procuravam um ponto mais quente em meio ao vento forte e congelante. Qualquer descrição pararia em objetos e cenas, mas não descobririam o que realmente aquilo simbolizava. A noite havia sido longa demais e cada minuto do sono perdido, era culpa do álcool e drogas alucinógenas, que tentavam acalmar a angústia e a tristeza sempre presente em altas doses. Caminhava aflito, por toda a bagunça explicada e vendo que as soluções eram cada vez mais afastadas para um impossível “longe demais”.
O amor fazia doer um pedaço do peito que parecia não possuir preenchimento, um eterno vácuo ocupado pela falta do sentimento. Agonizava pensando que todo seu amor era platônico e que seus sonhos caminhavam em uma direção completamente oposta à que brigava para seguir.
Esse era o conjunto que muitos enxergavam como uma cena comum e corriqueira, mas que havia cansaço, sono, tristeza, ilusões e muitos outros detalhes que estavam além de qualquer normalidade.
As imagens mais comuns de nossas vidas podem esconder verdades obscuras e assustadoras, que pertencem à realidade misteriosa e fatal.
E o que pode passar agora na mente daquele próximo caminhante?
Conte-me algo aqui...