E era junho, em uma sexta-feira tão atípica que eu te conheci e não sabia que tinha encontrado mais que isso…

Eu não sabia que seria daquele jeito. Eu era novo por ali e não sabia que aquele tipo de dia era quase impossível de acontecer. O sol brilhava até tarde, não havia frio, mas não estava calor e tudo conspirou para que a noite fosse lembrada.

Eu não esperava que seu sorriso fosse tão impactante. Eu não esperava que você fosse simpática. Eu não esperava que a conversa fluísse tanto e que selasse com um beijo que conectou mais que duas pessoas quase desconhecidas. Foi uma avalanche de sentimentos que percorreram aqueles minutos iniciais em que sorrimos com mais vontade do que o normal…

Eu não sabia que eu fosse me apaixonar em uma manhã fria que vi você fazendo o café da manhã com um cuidado tão único que foi engraçado. Eu não esperava me apaixonar por alguém que olhava o mundo de maneira tão simples e intensa. Mas me apaixonei por você.

E assim tudo desmoronou como esperado. E assim tudo foi um redemoinho devastador que me levou para outros lados e tentando te esquecer e levar uma vida normal longe daquele brilho que criamos juntos. Eu te disse que te amava em uma das inúmeras brigas. Era o momento errado, foi a forma errada. Mas foi o jeito desesperado que minha alma suplicou para que eu vencesse o orgulho e admitisse que sim, você foi a melhor coisa que havia me acontecido naquela vida dali.

E eu não esperava que ainda sentisse tudo isso por você. Ainda hoje. Aqui longe e sem nenhuma notícia sua. E eu sei que você jamais acreditará em mim…