Category Conto

A estética do entulho…

Para ele, a partida dela não foi um adeus; foi uma demolição controlada onde apenas ele estava dentro do edifício…

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O horizonte é sempre um convite cruel…

Ela não partiu por falta de afeto, mas por uma fome de mundo que o amor dele não conseguia saciar. O “nós” havia se tornado um jardim bem cuidado, mas ela queria o gosto do asfalto…

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Quando o meio influi no destino…

A mescla de cheiros era algo que o enjoava mais frequentemente do que gostaria. Bastava dobrar a esquina e o cheiro de cloro o atingia como uma promessa falsa…

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Da nostalgia e ensinamentos da rua…

Caminhar pelas ruas de tantas histórias e lembranças não ajuda, pois são como uma máquina do tempo que me leva para anos atrás.

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Desconstruindo o sonho de promessas…

Ela se deita, tentando voltar a sonhar com todo o brilho que lhe cabe na lembrança: das danças suaves e do lindo toque de pétala que treinou e cuidou tanto tempo para ter…

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É preferível a dor que se entende do que uma análise sem rumo…

“E o que você tem para contar?” – não deveria ser uma pergunta. Deveria ser uma obrigatoriedade. Deveria ser algo de pronto acesso, de interpretação clara e de fácil explicação…

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Existiu um tempo entre ontem e hoje…

Existiu um tempo alegre. Um tempo simples e ingênuo, que se completava apenas pela simplicidade de existir…

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O calendário mostrou o oito que era finito…

A casa vazia de agora não contrasta com o frenesi de horas atrás. A porta aberta, a saída antes do almoço e o aviso de adeus…

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Dos seus afazeres ela viu a luz de fantasia… (Parte 3)

O crochê era sua atividade predileta, estava em sua vida havia quatro gerações – daquelas coisas que passam da bisavó para a avó, para a mãe, até chegar nela…

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