Poderia ser aquela simples indagação de “se todos gostassem do verde, o que seria do azul?”
Mas eu penso em você. Poderia ser culpa daquelas toneladas de músicas que eu associei a você, poderia ser os planos que nunca conseguimos realizar. Poderia ser os astros, o telefone, as horas ou até mesmo à distância. Mas não, nunca seria nada disso a não ser eu e você. Tudo que planejamos, tudo o que sonhávamos absurdamente e que guardo comigo. Guardo como quem pensa que vai voltar, que vai ser diferente, que vai ser intenso. Eu guardo as bibliotecas da vida – cada coisa escrita, cada carta enviada. Com o mesmo carinho, mesma noção de uma realidade que me trouxe até aqui…
Eu gosto de você, eu penso em você… Simplesmente eu te infernizei e te coloquei como pessoa mais importante da minha vida… Como você mesma disse há tempos atrás “De você eu não tenho nada, um abraço, um sorriso, um beijo ou um cheiro… NADA”.
Do nada criamos um tudo impossível. Do nada sonhamos acordados coisas absurdas. E hoje, insustentável por culpa, vemos tudo desabar e mostrando o que ignoramos antes. Sobrou o sentimento, puro e muitas vezes tolo, mas que norteou todos os passos até aqui. E tenho certeza que esse sentimento perpetuará até que eu possa te esquecer – e duvido que isso vá acontecer…
Conte-me algo aqui...