Ninguém sabe como uma estrela morre ou o que ela sente em seu último suspiro…

Ninguém sabe quais foram suas últimas palavras ou qual foi seu desejo de vida. Ela morre e se perde em uma escuridão infinita, que foi tanto sua vida, quanto a causa do seu sumiço. Ninguém decora seu lugar no firmamento, pois quando notam sua presença, ela já não está mais ali. Sua alma se foi e nem tem ideia de quantas pessoas estavam olhando e admirando seu brilho.

O sol apaga essa angústia, faz a limpeza mórbida de um céu que tem tanto mistério, quanto farsas. O sol tenta trazer alegria, em um cenário que viveu na solidão silenciosa seus maiores triunfos. Pedras que se chocam, gelo que brilha e corpos que se movimentam sem ter força para mudar de órbita e dançar a sua própria música.

O mundo imita o céu como se fosse um universo bonito e forte, mas é morto e melancólico, impuro e sem vida. Todos se copiam, pois ninguém jamais entendeu completamente este firmamento que está sobre nós…