Pensou que valeria a pena se tentasse um pouco mais depois da tempestade…
E no meio do dia ele se arrastou para algo sem redenção. Sem lugar para se segurar ou firmar seus pés, a volta para casa está longe de qualquer opção. Ele se perdeu em promessas e palavras que não entendia o significado real, mas soavam como algo bom. Se ele pudesse traduzir todas as sensações, descobriria que as tatuagens em sua pele indicavam o abismo real de seus pensamentos. Mesmo que aprendesse algo novo cada dia, ainda tinha muito o que entender sobre os perdões que pendiam em seus pensamentos. Tentava separar os objetivos e temas de sua jornada, mas esquecia que todos têm o mesmo destino e a escapatória falharia se tentasse burlar esse algoritmo divino…
Estava longe o suficiente para se considerar perdido. A névoa também não o ajudava, porque a trilha já tinha se apagado com as revoluções do perigo que tinha superado. Fechava a porta para tentar reorganizar os pensamentos, mas o eco seguia ali – hora aumentando, hora diminuindo de intensidade – sem trazer a solução previamente prometida…
Despertou com o relógio marcando metade da madrugada e sabia que o dia seria longo e estava perdido completamente…
Conte-me algo aqui...