É como um outono doce que baila por ruas desertas com suas folhas caídas e derrotadas pelo tempo…
Eu tentei por muito tempo construir o momento perfeito para nós dois. Adicionei as melhores melodias e arranjos, com as alegrias de uma vida distante, mas completa o suficiente para chamar de feliz. Te guiei por essas vicissitudes aleatórias, porque queria sempre o máximo de intensidade. Nada seria diferente se comparado ao nosso primeiro sonho junto.
Mas sempre existiu aquele momento repentino. Aquele momento que pode mostrar que a ranhura débil era profunda demais. Era dolorida demais. E eu corria por círculos mentais para tentar arrumar o máximo possível, mesmo deixando muitas coisas para trás. Mas era tudo para arrumar a perfeição que representava o nosso primeiro final.
E quando faltasse vontade, eu apenas precisaria apenas de uma palavra para rimar. Uma estrofe para construir e um mundo para redefinir. Um mundo novo que coubesse seu sorriso mais aberto e a imagem única de você acordando com o sol refletindo sua pele bronzeada. E lá ia eu novamente, um poeta procurando no escuro, com a coragem necessária para começar um verso que está condenado a desmoronar. Apenas porque eu estou tentando não quebrar seu coração como você fez com o meu…
Conte-me algo aqui...