De nervoso tinha os lábios que tremiam em direção a um abismo de palavras ingratas…

As mãos saltitavam pela superfície procurando o albornoz para esconder e não parecerem perdidas. Olhos lacrimejavam de pavor e nunca focalizavam algo por mais da fração existente. Pernas tortas balançavam a um sabor de um vento convidativamente seduzido. O cérebro tentava não entrar em curto e processar as informações ao mesmo tempo que mandava o coração obedecer… Este último pulsava disparado em um misto de sabor acre e doce…

Uma mistura de alegria, tristeza, nervosismo e gozo… Não sabendo qual e como seria o final. Foi neste cenário que foi montado o Ele e Ela, os medos adolescentes adultos, os olhares encontrados no caos… E o beijo aconteceu. Foi aí que se criou, enfim, os planos de amor, as juras bizarras, o desejo do infinito. Foi desta maneira que sonhou, em uma tarde qualquer, o beijo perfeito e o início do amor da sua vida.