Vejo com olhos de criança o dia passar sem lápides. Vejo o sol entrando no quarto sem força cortante…

Vejo pássaros cantando a triste melodia da liberdade. Vejo o vento balançando as folhas que dançam ao seu modo a rua vazia. As nuvens formam personagens surreais e montam um livro animado que muda a cada passagem. A cada golpe de um vento que não sentimos daqui, mas é forte para mudar todo o ambiente.

E parecendo soprar minha vida, eu senti falta do amor apaixonado. Senti falta de um carinho, senti falta de um abraço, senti falta dos passeios bobos que não levam a lugar algum. Senti falta de tudo que eu nunca experimentei e nem sei o gosto. Senti sua falta. Senti falta do tudo que é seu…

E escrever o que eu sinto agora é completamente abstrato, porque sinto não arrependimento, mas intensidade. Com essa paisagem musical na cabeça penso, porém sigo não existindo no fim que é certeiro.