Quando todas aquelas interrogações forem retiradas do caminho, eu recriarei a poesia certa para rimar com o silêncio que nos fez apaixonados…

Além dos pontos de sanidade controlados pelos remédios, eu vejo você tão clara e bela que quase posso sentir a textura do seu novo vestido, da sua pele dourada pelo sol leve de primavera e do perfume que seu corpo tem.

Como você soletra as palavras que tem tanto medo de escrever? Como você soletra a perfeição quando ela não parece ter figurado em nenhum passo anterior? Como você saiu do meu lado sem ao menos se despedir?

Quando as interrogações se forem daqui, eu espero lembrar o ritmo de como era a rotina que você me arrastou para viver. Por agora, eu não consigo mais dormir sozinho. Tenho medo de perder o momento em que você decidir voltar e eu não te atender, porque estava desmaiado na minha própria agonia.

É duro perceber e admitir, mas quando você se foi e largou o silêncio aqui, com ele, eu pude lembrar dos detalhes, reviver os momentos, ouvir sua voz e como você ofegava ao prazer. Graças ao silêncio, eu tenho um pouco de você aqui. Graças ao silêncio, eu me apaixonei de novo…