Não busque pela minha foto manchada de incertezas e frases prontas. Não queira se guiar por um sorriso tão desfigurado e sem nome…
Defini-me por constelações desconexas e acordes desafinados. Transcrevi-me de odisseias e sabores ensolarados e infantis. Apaixonei-me por vozes e laços de algodão impuro e imortal. Esgueirei-me por cantos convexos e sem uma temperatura palpável. Retirei dos meus sonhos o que eu não pude conseguir com meus beijos solitários. Entreguei ao acaso uma porção de páginas que explicavam todos os caminhos que tive para chegar ao meu máximo. Sonhei com um azul imenso e indefinido, mas nunca esqueci aquela cor de esperança que não consigo me lembrar do nome. Por todos os não lugares que eu já tive a máscara, entendo a minha superficialidade e tento encontrar alguma conexão mágica em palavras diferentes, em toques molhados e olhares desconfiados. Calei todos os meus medos e apenas deixei suspirando os temores que alimentam, sem cansaço, a minha solidão e a minha maior maldição…
Conte-me algo aqui...