Entre trapos e retalhos de uma vida, com fotos e imagens descritas tão limpas que pareciam o início de um outono…
Ela trazia uma saudação simples, mas carregada da emoção certa. Letras trêmulas que em certo ponto da caligrafia, demonstravam o apelo correto e o tamanho da importância para sua existência. Em certas passagens solenes, trazia aquelas rimas bobas que servem para diluir a tensão que se formava, assim trazendo um sorriso leve para os olhos que corriam por ali. Era um acervo de momentos, enumerados como tal, totalmente paliativos à realidade. O meio foi carregado e a conclusão levou mais de meia página. Era a incerteza necessária, com a alegria de se descobrir refém disso, a simplicidade tão procurada e um ponto final que parecia desenhado em completa perfeição.
No lixo jaz uma carta de amor, um bloco tão pesado do sentimento mais correto existente e lançado à sorte de um destino qualquer… Algumas pessoas simplesmente não conseguem entender a força de amar, pois acham que sua luz individual é muito perfeita para se gastar com um sentimento tão impossível de entender. E sem saber como, a solidão ensina mais do que uma festa repleta de ignorantes que nunca vão saber o verdadeiro sabor de amar…
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