Toda dor é um sinônimo fraco para um antônimo forte. Toda dor é calculada, fria e onipresente. Ela está ali, sempre ali…

Uma palavra machuca as junções de algo que estava tão presente. Uma rotina quebrada, abre espaço para os tropeços onde não se imaginavam obstáculos. Um abandono é sentido, mesmo com o sorriso no rosto. A esmola é fria, mesmo para um beijo roubado. Temos nossos motivos e razões. Queremos um calor confortável, mesmo no verão escaldante. Temos a nossa história, nossos passos a serem construídos e não devemos usar palavras ruins, quando temos algo bom à fazer. Um sonho quebrado é o pesadelo das próximas semanas. Uma aflição calada, é o câncer que irá causar o sofrimento do amanhã. Uma pétala quebrada é o fim de um relacionamento.

Estradas são frágeis planos de um desconhecido tempo, como os quadros pintados com cores diferentes e estilos que não se completam. Tenta-se em vão encontrar um enredo padrão, mas a fuga desse caminho aparece a todo instante. A cada calafrio que percorre a espinha. Todos estão em movimento – uns no falso e ilusório, outros na fuga para algo melhor. Todos não sabem o que fazer para sobreviver ou viver em paz. Por que, afinal, o que é a alegria?