A mesma canção ecoa por baixo da porta fechada. A mesma melodia toma conta do quarto. Escuro, frio, caótico e que respira a mais profunda solidão…

O refrão é diferente do que veio visitar no passado recente, mas as lembranças são as mesmas que me fazem ainda enxergar seu sorriso em cada parte das minhas cicatrizes. Cada melodia presente ali enche minhas veias com uma profunda dor de ter te deixado. De ter sido egoísta e medroso para não lhe socorrer e criarmos nosso caminho juntos. A mesma frase martelou em minha cabeça e ouço ainda ecoando em cada parte deste maldito quarto. Com a ironia de sempre, a música fala de um adeus que você me deu, mas que eu nunca consegui associar.

Com a maior das angústias, te escrevo de novo, mais uma vez, mais uma série de textos implorando para entender o que aconteceu e te pedindo desculpas por tudo. O que é mais surreal é seu silêncio e eu saber que mesmo te gritando toda essa falta, você nunca vai me retornar. Eu nunca acreditei que você fosse para sempre. Eu nunca acreditei que você fosse cumprir a sua promessa – logo eu que sempre quebrei minhas promessas por muito menos do que sinto por você…