São lembranças e sabores nas ladeiras e ruelas que conheço tão bem, mas agora de forma nostálgica e com novas cores…

Ainda não consigo olhar pro exato ponto da praça onde começamos nossa história. Meus olhos pulam para outro ponto, mas o ponto exato eu prefiro pular. O primeiro bar fechou, mas o prédio está intacto e serviu de pano de fundo para uma história de curiosidades. O ritmo da cidade está o mesmo de antes com os estudantes gritando, bebendo e se divertindo como se fossem os reis dali – até são, certo? E lembro como essa disparidade foi o combustível para nos aproximarmos mais…

Refaço caminhos e, vez ou outra, ainda parece que escuto sua voz e risada ecoando por um ponto qualquer. É uma nostalgia de culpa, de não entender os passos e razões para hoje estarmos tão distantes e irreconhecíveis. Queria poder te carregar para lá e ver suas reações, mesmo que negativas, e entender onde existe a mágoa ou um defeito qualquer que possa ser reparável e termos o carinho e histórias de volta.

A garçonete finge não me conhecer, mas no final confessa que ainda se recorda de como nós dois rimos e como parecíamos felizes. E nunca soube explicar se era da comida, da bebida ou da vida que presenteou tantas coisas belas e com o nome da cidade sendo seu…