É um monstro invisível que beira pelos cantos, no silêncio que se faz ouvir e no escuro que faz brilhar…
Alto e incômodo é o preço que pagamos pelos sonhos criados. Dolorido e insólito são os planos de uma alternativa criada e forçadamente esquecida. Tudo acaba virando o jogo do esquecimento, tudo vira um número e um objetivo. As ameaças e derrotas, são apenas vírgulas em um texto longo demais, que se perde da narrativa diversas vezes.
É um monstro conhecido e que muitas vezes foi ignorado. Ele espreita as ideias e se faz ouvir nas decisões que mostram a realidade. Ele se chama solidão e emplaca sua vontade sempre, pois suas palavras são cruéis. Longe de ser uma entidade espiritual, ele tem muito mais de mim que eu jamais imaginara.
Mais um dia desponta nas horas passadas e as oportunidades brindam a porta fechada. Reabro-a para circular o ar viciado de dentro, mas sei que ele está apenas observando para logo balbuciar suas entranhas. Ele nunca quer o mal, quer apenas que eu nunca me esqueça do objetivo. Eu tracei o rumo e ele me lembra do preço de tudo isso. Ele é cada vez mais eu. Ele é cada vez mais real. Ele me deixa cada dia mais solitário.
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