Uma rosa gelada na multidão. Um esbarrão que inicia uma conjugação diferente em forma literária desconhecida…

Uma cantoria que é confusa no seu início e vira uma algazarra de goles no fim. As vogais são o sopro de uma inconsciência pura, misturada com a velocidade que a angústia precisa. Os olhos seguem a diária calada de uma rotina. O silêncio sufoca os sorrisos e o desabafo se torna inútil na corrida das horas. Duas velhas se cumprimentam com o orvalho em seus lábios e ficam com suas maçãs rubras. Tudo parece com um horário fixo e nada flexível, apesar da promessa da menina que explicou como seriam as próximas curvas.

Uma mentira cabeluda. Uma doce ilusão terrena. Um pedido no vácuo. Um olhar roubado para um decote alheio. Um júbilo sacrilégio e um centeio de clarão. As pílulas diárias para manter o controle no ritmo certo e as juras de amor, que são como um final qualquer em uma poesia que nunca desligou da sua eterna paixão…