Ela fez a assinatura na sua obra e a deixou ao sabor do vento. Dizia sempre que não criava nada para si e deixava o destino decidir…
Preferia que os seus traços contagiassem um outro alguém. Como se fosse uma resposta do além para as aflições que emanavam do corpo. Havia sido assim desde sempre, pois havia cansado de sofrer e entendido que o mundo seria sempre cruel com ela.
Sempre criava seus desenhos com traços que vinham de sua inspiração. Uma tarde ensolarada com um solitário contemplando o caminho. Um jardim de inverno que recebia benções diversas. Um parque colorido, com uma brisa carregando um beijo roubado por uma donzela. Uma noite de chuva que exibia uma lágrima solitária…
Não sabia a razão para desenhar tudo isso. Caprichava nos traços e com um sorriso sincero deixava o desenho ser guiado ao infinito desconhecido que o vento guiava… “Foi assim que me pediram para fazer e espero que ajude essa pessoa” – e nunca soube quem iria receber…
Conte-me algo aqui...