Uma história de faz de conta sem um enredo definido e que se perde nas rimas que nunca se conectam…

Entre árvores, montanhas e o oceano, existe uma trilha de passos que criavam uma história juntos. Sem um rumo concreto, mas com um peso certo de amor latente em suas veias. Uma junção surpreendente de cores, sabores, juras e história formavam essa cena – esse momento. Um tempo que viviam juntos e certos que o infinito seria seu lar final. E com o adeus do sol de verão, juraram nunca mais se esquecer de tudo aquilo que haviam virado…

Em outro tempo, em um novo lugar e distante daquela paisagem, ele caminhava por uma rua qualquer e se deparou com o seu quadro jogado no lixo. Havia certo desgaste de tempo, as cores já haviam desbotado e ele mal conseguia lembrar como foi aquele sabor tão intenso que jurou jamais esquecer. Havia uma mera passagem de memória, mas todo o resto havia sumido. Tentou adivinhar onde ela estava e olhou para as tantas janelas impessoais e sem cores que havia acima dele, naquele endereço que nunca havia passado na vida. Tentando, por uma leve ironia, descobrir qual havia sido o último local da sua antiga história.

Tentou sorrir evitando as lágrimas que se formavam em seu rosto e seguiu sua escuridão, dobrando a esquina e deixando no chão frio e impessoal aquele passado que dizia tanto dele, mas que nem se tentasse muito, saberia dizer como havia acontecido ou terminado. Muito menos se recordava do nome daquela que tinha prometido viver até o infinito terminar…