O vidro respondeu o contra verso da carta estilhaçada. Foi assim que tudo começou…

A música preencheu o ambiente pesado demais pela inveja. As poucas rosas murcharam com a vinda do calor fora de época, mesmo elas tendo aguentado o último verão. Faltava o perfume fresco, mas as pessoas insistiam em deixar tudo fechado, viciando ainda mais o ambiente. Não deixando os fluídos passados saírem. Era como um calabouço impregnado de uma mesmice corrosiva.

Dali para a bizarra situação foi um passo cômico e indefinido. As flores se cansaram, a porta se irritou, as janelas quiseram respirar mais forte e a corrente de ar fez o serviço final. Nas entrelinhas dessa valsa sem música, poderia facilmente entender que a renovação era completamente necessária e que a hora de partir já havia passado.

A próxima cena foi a vassoura percorrendo os cantos e juntando os cacos para alimentar o lixo que já nem sabia o que esperar dessa vez…