Ao cruzar com seus olhos, minhas palavras saíram na velocidade da sinceridade…

“Meu erro foi ter te prometido o luar de um ano. O erro de dormir ao relento das estrelas e formar poesias com seus brilhos de morte, pois do seu pilar nada se sustentaria. Meu erro foi ter enlaçado em nossos dedos uma força tão clara e branda que acalmou ao mesmo tempo em que enfeitiçou. Meu erro foi cometido anos antes de te conhecer e sofrer por um amor tão malfeito que me prendeu no calabouço do infinito. Meu erro foi ter proclamado alegrias e sorrisos fáceis. Meu erro foi ter deixado minhas desculpas para agora, que minha mala está pronta e a estrada chegou ao fim.”

Com tempo de lágrimas, as minhas costas conseguiram ouvir um “Eu nem te reconheço mais…” e era apenas mais uma das verdades que me seguiriam durante todos esses anos…