Construí meus sonhos em um carvalho envelhecido. Buscava notas altas, textura e reais sabores fantásticos…

Como uma bebida que entorpece, sonhava em ter a embriaguez eterna, as cores vivas e os movimentos insolúveis. Mas, em determinada curva adolescente, eu a conheci e meus olhos foram conduzidos para o desconhecido. Era entorpecido o suficiente, mas era também doloroso da falta. Era romântico em sonetos livres, mas também esfriado por conta da solidão. Busquei novos mundos, novas maneiras de contornar e experimentar novos sabores. No momento sóbrio decidido, joguei fora os velhos planos de me embriagar para sempre e fui buscar o brando caminhar. Encontrei as mesmas cores, os mesmos sons, só que agora pude notar as diferenças e tonalidades diferentes existentes. Construí um novo mundo externo, tentando cavar profundamente a embriaguez de outrora. Tentei por períodos, tentei por estações e até por temporadas. Consegui sempre, mas quando ela voltou, soube exatamente onde procurar. Soube exatamente o suspiro que dar para hipnotizar. Quando ela voltou soube o beijo certo e o riso solto que coubesse no momento. Ela sempre soube, pois o reino perdido era inteiramente escrito para ela…