Se a inspiração falta, o ar respira as notas na vitrine do saber… Se a conjugação é fraca, as diretrizes explicam e desenham uma incógnita…
É assim que vêm as ideias e são transcritas em verso livre, livre de escolhas e razões… Espalhadas em uma dedicada linha mental que, atrapalhada pelos dedos, ganha um sentido mais uniforme. Tudo termina e se renova, porém o que está partido jamais voltará a ser completo. As luzes piscam e o tamanho aumenta o lugar, mas o que seria das setas se indicassem um caminho sem volta? Um leve brinquedo que perdido em letras, se aglomera com tantos outros inusitados e se faz, quando menos se percebe, notado. Palavras e gestos transcrevem um amor falso, de passatempo… Nunca este amor será o de lágrimas de saudade que, apagado pela areia, renasce a cada luar… Gostaria de gritar uma liberdade branda, porém não consigo enxergar além dos dias e, mesmo se pudesse, teria medo de olhar para o vale corrido.
Nele atirei meus amores e nunca mais quis olhar. Se é para batizar o lugar, seguiria os caminhos deixados pela lebre branca que saltitante nunca parou de cantar…
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