A carta estava em sua porta quando ele a abriu logo pela manhã. Não havia remetente, mas ele sabia de quem era…
A chuva caía no fim de tarde e pintava toda a cena bucólica demais para o enredo existente…
Era nítido que ele esperava alguém no bar porque recusou o garçom quando perguntou se iria beber alguma coisa…
Ela rolou o corpo e saltou da cama. Ainda nua, foi para a sala, pegou o seu cigarro, abriu a janela do quarto sem perguntar e ficou me olhando…
Quem a via pela rua, mal suspeitava a bagunça que se encontrava e vivia – tanto pessoal, quanto emocional…
Ele chegou ao bar pouco antes do horário combinado e pediu uma água para tentar disfarçar o nervosismo que transbordava em seu rosto…
Matheus se lembraria daquela tarde de domingo por muito tempo. As razões, conversas e o jeito que o sol se foi por dias depois…
Os meses seguintes seguiram uma rotina agradável que não pesava e sem querer estavam conectados sem nenhum compromisso…
Matheus era aquele tipo de pessoa que sonha demais, mas planeja e cumpre suas promessas aos poucos. O que muitos veem como loucura, pode ser uma série de fugas…