Essa foi uma das últimas conversas que tivemos. Éramos apenas esses novos adultos que pensavam demais e achavam que sabiam de tudo…
Ele sempre sonhava, mas nunca se lembrava dos seus sonhos. Acordava com uma pontada na cabeça e um apagão na memória tão corriqueiro que já era seu despertador natural…
Talvez tudo isso que chamamos de vida seja um jogo, sem regras claras ou finais gloriosos e de sucesso…
A cidade acorda com hálito de fritura fria e silêncio suado. O sol espreita os cantos como quem não quer ver, mas vê — o papel engordurado de um pecado carnal que antes ousávamos esconder mais…
A vida é um jogo, onde somos peças fundamentadas no tão famoso ganha x perde…
A casa estava prestes a desmoronar. A fundação parecia firme, mas o que a sustentava de verdade estava podre havia muito tempo…
Ela queria algo mais carnal. Ele buscava a calma da satisfação. Ela sonhava calmamente. Ele ofegava por uma dose extra de romance…
Ela tropeçou ao sair da cama e caiu em seus sonhos e devaneios mais perversos…
A cidade se cobria de uma névoa espessa que tornava difícil até mesmo caminhar uma curta distância. Não era comum — na realidade, era a primeira vez que presenciava algo assim ali…