Ela trazia uma mala de sonhos em forma de planos abstratos. Um coração aberto para o novo, esquecendo um passado recente que atormentava seus pensamentos…
Ela escrevia um diário com a própria letra. Deixava as ideias fluírem por uma semana completa e assim revivia cada momento para detalhar perfeitamente todos os acontecimentos…
Quando o som parou de repente foi que consegui enxergar o final desse caminho. A gente sabia que nunca terminaria do jeito certo…
Ela se esforçou para sorrir, mas quase não conseguiu. Não havia cinco minutos que estava desabada em um choro devastador…
Sinto falta de folhear um livro. Brincar com suas imagens, criar suas cores de forma abstrata e longa, mas sempre tão vaga quanto costumo ser…
Poderia te mostrar o que imaginei para esse fim cheio de escrúpulos. Poderia mentir, jurando que as rimas se desencontraram no final dos versos…
Era como uma conexão que não tinha forças para se manter por mais que um instante…
Quando já nada vale a pena, a regra diz que seguir o jogo e apagar os movimentos é o resultado mais infalível…
O candelabro se estilhaça em mil partes. Como meu corpo despedaçado, cada fragmento jamais se unirá novamente, e tudo se perdeu naquele breve instante…