Folheio as páginas despedaçadas pelas lágrimas, pelos gritos e pela tristeza de um coração que tentava mostrar vida…
Chorou seus últimos suspiros, seu último fito, sua última gota branca de esperança, seu último pulo em busca da solução…
E de repente já escureceu e todos os planos listados continuam intactos e apodrecendo na espera…
Ele estendia a mão para mais uma pílula. Mais uma dose plastificada de uma substância que trouxesse um alívio permanente…
Por que pensamos em trevas se nos é mostrado um novo nascer do dia, com sol e energias renovadas?
E ontem saí por aí. Andei sem rumo. Sem ideias. Sem objetivo. Sem hora. Sem pensamento. Sem nada além…
Talvez o rabisco significasse algo mais que a água gelada apagou por pura inconsciência poética…
Tentou em vão desenhar novos horizontes em velhas sulfites espalhadas pela casa de sempre…
De uma janela violeta, foi ditado o cântico do amor platônico…