Category MelancholySickness

O que restava daquela negação…

Havia um papel amassado no canto da gaveta. Ele não estava jogado, mas guardado com o descuido proposital de quem queria lembrar…

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É tanta coisa que parece demais…

É como o cheiro que se propaga sem ao menos ser convidado à festa. É a dádiva de um mínimo esforço que se consagra campeão por antecipação…

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É aqui onde nós começamos a perder…

O sangue cobre todo o construído de imagens, poesias, canções e nossos predicados…

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E depois de tudo…

Foram frases jogadas em uma ajuda melancólica. Uma investida de lembranças, mas pareciam lágrimas com sorrisos…

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O que passaria sem as palavras de sempre…

Se esquecêssemos das palavras de antes, também as memórias dos momentos iriam se apagar?

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Ressuscite-me, caso seja capaz…

Eu parti sem choro de volta. Parti despedaçado por estilingues infantis, por números desconhecidos e rabiscos de término…

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De um trovão mostrando o não desejado…

É como se, ao vestir as mesmas roupas de antes, o tempo voltasse a ser o mesmo e tudo recomeçasse do zero…

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Foi-se como um rebento qualquer…

É como um vento de vidro que sopra para longe do abismo horizontal que se abriu no destino fiel…

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E cometemos nossos piores crimes…

Sem pensar nas consequências enganadoras desta vida, vivemos como ensandecidos e frenéticos…

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