Category Poesia

A inocência infantil ensinou o velho…

As folhas caem e encontram no chão impessoal seu refúgio final de vida. Dançaram sempre ao sabor de um vento irracional e temporal que não avisava o seu curso nem a sua frequência…

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Antes que seja tarde…

Deixe a menina colocar a mesa para o café, enquanto você assiste aos vidros quebrados na noite passada, com a insanidade realizada…

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Das pétalas que ficaram pelo caminho…

Ela me olhou nos olhos e perguntou se podia me beijar. Uma pergunta estranha, com certa inocência e solta como uma ponta de nó infantil…

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Um dia teríamos nossas ilhas diferentes…

Algumas noites seu perfume vem me relembrar de tudo o que passamos…

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Precisei abstrair para você reaparecer…

Como uma nebulosa densa de indecifráveis caminhos, perambulante pêndulo que sempre tenta desenhar uma escapada redundante e cíclica…

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Os tons que brotaram tarde demais…

São as cores que provam o daltonismo, mas confundem os desavisados. São bichos peçonhentos enjaulados, dos quais curadores reclamam por seus presságios…

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Quando até mesmo a conjunção foge do alinhamento…

O alinhamento se inclina, e o que era inteiro começa a rachar. Há luz e trevas, com um clarão sobre algo que já se apagava havia muito tempo…

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Dos tempos em que selos eram presentes…

Houve um tempo em que mandar uma carta trazia alegria…

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Uma prece sem reformar…

Os dedos tentam pintar o silêncio que habita nos ossos. Na prisão de vidro, há o eco de um suspiro — nem bravo, nem manso, apenas uma promessa não cumprida…

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