Category Poesia

Um dia teríamos nossas ilhas diferentes…

Algumas noites seu perfume vem me relembrar de tudo o que passamos…

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Precisei abstrair para você reaparecer…

Como uma nebulosa densa de indecifráveis caminhos, perambulante pêndulo que sempre tenta desenhar uma escapada redundante e cíclica…

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Os tons que brotaram tarde demais…

São as cores que provam o daltonismo, mas confundem os desavisados. São bichos peçonhentos enjaulados, dos quais curadores reclamam por seus presságios…

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Quando até mesmo a conjunção foge do alinhamento…

O alinhamento se inclina, e o que era inteiro começa a rachar. Há luz e trevas, com um clarão sobre algo que já se apagava havia muito tempo…

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Dos tempos em que selos eram presentes…

Houve um tempo em que mandar uma carta trazia alegria…

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Uma prece sem reformar…

Os dedos tentam pintar o silêncio que habita nos ossos. Na prisão de vidro, há o eco de um suspiro — nem bravo, nem manso, apenas uma promessa não cumprida…

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Um tabuleiro manchado de derrota…

E gritamos por nossas orações, mas não movemos uma agulha do palheiro que somos. Queremos salvação, mas nos traímos e barganhamos o melhor preço até extorquir o nosso próprio futuro…

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Quando o tempo se esgota rápido demais…

A primavera deixou reflexos que antes passavam despercebidos. São pequenos espelhos espalhados no ambiente — e eles fazem o sol de veraneio arder mais fundo, mais cruel…

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Quando se perder parece viável…

Estamos doentes aqui, cercados por perguntas que giram em círculos, enquanto as respostas escorregam pelos dedos como areia molhada…

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